quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

para se tornar um poeta/ para fazer um poema

O Poema de Prévert é simples e claro, feito a receita de um bolo que pode ser feito por uma criança. Nada contra os conselhos de Rilke ao jovem poeta, nem contra Rimbaud -"il s'agit de faire l'âme monstrueuse : à l'instar des comprachicos, quoi ! Imaginez un homme s'implantant et se cultivant des verrues sur le visage. (...) Toutes les formes d'amour, de souffrance, de folie ; il cherche lui-même, il épuise en lui tous les poisons, pour n'en garder que les quintessences. Ineffable torture où il a besoin de toute la foi, de toute la force surhumaine, où il devient entre tous le grand malade, le grand criminel, le grand maudit"... etc, etc, etc...-mas , para mim, acima de tudo, trata-se de criar o ninho enquanto o pássaro não vem. Gaiola sem grades onde possa haver o canto!
Caetano pergunta:"quem virá com a nova brisa que penetra? Pelas frestas do meu ninho, quem insiste em anunciar - se no desejo?Que tanto não vejo, ainda!..."Adélia Prado, mineira de boa cepa diz:"Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.Mulher é desdobrável.Eu sou"
É a brisa leve no voo dos pássaros de Prévert.

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